A vice-governadora Cida Borghetti recebeu em Maringá (Paraná) informações sobre o movimento global LIBERTE-SE DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, durante a 44ª Expoingá realizada no começo de maio. No Paraná, a campanha teve como objetivo alertar sobre os perigos do FRACKING, tecnologia altamente poluente usada para exploração o gás de xisto do subsolo e que contamina os aquíferos, o ar e inviabiliza a agricultura e pecuária.

Foto: AEN

Ela se mostrou sensível ao movimento Break Free 2016 que aconteceu em todo o mundo no começo deste mês contra os combustíveis fósseis, numa onda para conter as emissões e evitar o agravamento do aquecimento global e as severas consequências das mudanças climáticas.

Ao lado da vice-governadora, o Arcebispo Metropolitano de Maringá, Dom Anuar Battisti, também foi receptivo e solicitou mais informações para saber como contribuir. A Igreja Catótica, especialmente a Cáritas, tem sido parceira da campanha Não Fracking Brasil, respaldada pela encíclica do Papa Francisco que pede mais cuidado com a ‘casa comum’ e o fim da exploração dos combustíveis fósseis.

122 cidades já tiveram o subsolo leiloado pela Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) na 12ª Rodada realizada em 2013, atingindo amplamente o Noroeste, Oeste, Sudoeste e a região Central. O temor agora é que mais 172 cidades, incluindo Maringá e Londrina, também entrem na rota do FRACKING e tenham o subsolo vendido no próximo leilão da ANP.

Representantes da 350.org Brasil, COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e Pela Sustentabilidade – e Repas também estiveram com o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, que recebeu informações sobre a campanha Não Fracking Brasil e a ameaça que paira sobre a cidade.

“Nosso objetivo é alertar as cidades para os danos ambientais, econômicos e sociais causados por essa perversa tecnologia, mesmo antes da ANP lançar o edital. É uma ação preventiva que prevê mobilização de autoridades, entidades e população em geral para lutar contra o que seria a destruição do nosso Estado do Paraná”, afirma o fundador da COESUS e coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org, Juliano Bueno de Araujo.

Liberte-se do Fracking
No Paraná, o LIBERTE-SE DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS priorizou o FRACKING, método não convencional que contamina a água dos aquíferos e da superfície, solo e ar, bem como causa câncer nas pessoas e animais. Além dos impactos ambientais, FRACKING inviabiliza a agricultura e pecuária, piscicultura e qualquer outra atividade produtiva e atinge diretamente a economia da região onde este método acontece.

Entre 02 e 14 de maio, as entidades organizadoras e parceiras do LIBERTE-SE realizaram diversas ações no Paraná. Em Maringá foram realizadas palestras em escolas e universidades, sensibilização de autoridades, diversas entrevistas e até um flash mob na Expoingá para chamar atenção das pessoas para a importância de contermos as mudanças climáticas através do abandono dos fósseis e investimento em energias renováveis.

Em Umuarama, no Noroeste, uma intensa agenda de reuniões, palestras e entrevistas precedeu no sábado, 14, uma marcha em que centenas de pessoas caminharam pelas principais ruas da cidade até à Câmara Municipal. Em sessão extraordinária, os vereadores votaram e aprovaram por unanimidade projeto de Lei que proíbe operações de FRACKING no município.

Ainda no sábado, no outro extremo do Brasil, mais de 500 pessoas participaram de uma ação do LIBERTE-SE contra a Termelétrica de Pecém, no Ceará. “Diante de tanto potencial para energias renováveis, é inconcebível que o governo brasileiro continue a investir em projetos fósseis, que são poluidores e grandes consumidores de água. Vamos continuar lutando contra o FRACKING e as termelétricas, e vamos ganhar essa guerra em defesa da vida”, disse a diretora da 350.org Brasil e América Latina, Nicole Figueiredo de Oliveira.

Fotos: 350Brasil/COESUS