Amig@s,

Nas últimas duas semanas, milhares de pessoas em seis continentes manifestaram seu comprometimento para manter os combustíveis fósseis no subsolo por meio de ações corajosas que desafiaram o modo como as empresas fazem negócios ao redor do mundo.

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No Brasil, centenas de pessoas bloquearam a rodovia de acesso à termelétrica de Pecém, no Ceará. A usina movida a carvão é a maior do país e emite 6,5 milhões de toneladas de CO2 por ano. Foto: Gabriel Andrade / 350.org Brasil

Em Umuarama, no sul do Brasil, a população se manifestou na marcha “Liberte-se do Fracking”, enquanto vereadores votavam – e aprovavam! – uma lei proibindo o uso do fraturamento hidráulico na cidade. Foto: 350 Brasil

Para saber como foram as ações do Liberte-se dos combustíveis fósseis no Brasil, acesse https://liberte-se.org/ 

Break Free 2016

Impedimos a entrada e saída de qualquer mercadoria do maior porto de exportação de carvão do mundo, na Austrália; enfrentamos a família mais poderosa da África do Sul e deixamos carvão na porta da sua casa; ocupamos trilhos de trem durante a noite nos dois litorais dos Estados Unidos, para impedir a passagem de “trens-bomba” carregados com petróleo.

Sul-africanos devolveram carvão à família Gupta, após sofrerem tentativas de ter seu protesto silenciado. Foto: Shayne Robinson | Mutiny Media

Na Alemanha, 3.500 pessoas desativaram a mina de Vattenfall, uma das maiores poluidoras da Europa; 10.000 pessoas participaram de uma marcha contra uma usina de carvão em Batangas, nas Filipinas; 3.000 enviaram uma mensagem ensurdecedora ao presidente da Indonésia, em um apitaço contra o carvão em Jacarta — fizemos tudo isso, e muito mais!

Uma frota de caiaques cercou o terminal de petróleo de Kinder Morgan, em Metro Vancouver, no Canadá. Um novo oleoduto para o transporte de areias betuminosas está planejado para desembocar no local.

Nunca tínhamos tentado organizar uma onda conjunta de ações com essa diversidade e intensidade. E, juntos, nós a realizamos de uma forma muito bonita.

Nigerianos marcharam em Ogoni, em protesto à poluição do delta do rio Níger causada pela indústria do petróleo. Foto: Babawale Obayanju

À medida que o planeta se torna perigosamente quente, nossa maior esperança coletiva é a de que esse movimento continue crescendo em tamanho, força e ousadia. Os últimos dias nos mostraram o que podemos conquistar juntos.

Indonésios fizeram um protesto em frente ao palácio presidencial, em Jacarta, pedindo pelo fim da poluição causada pelo carvão. Foto: Jurnasyanto Sukarno – Greenpeace

Em todos os países onde houve ações – Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Indonésia, Nigéria, Filipinas, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos –, a organização para nos libertarmos dos combustíveis fósseis continuará mais forte do que nunca, mas esses países certamente não estão sozinhos.

Pessoas de todos os lugares estão deixando clara esta mensagem: enquanto o planeta se aquece, a energia renovável se torna mais viável financeiramente, e a indústria dos combustíveis fósseis entra em uma crise financeira. Chegou a hora de nos posicionarmos contra o poder e a poluição dessa indústria.

Pessoas se reuniram nos trilhos de trem nos aredores de Anacortes, nos Estados Unidos, para bloquear o caminho de “trens bomba” com destino às refinarias nas proximidades.

O movimento continuará crescendo em todas as suas formas: desinvestindo nos combustíveis fósseis, bloqueando sua extração e transporte, aprovando proibições ao fracking, impedindo novas usinas de carvão, acabando com subsídios aos combustíveis fósseis, assegurando o compromisso em criar uma economia com 100% de energia renovável e sendo solidários a todos esses esforços.

Milhares de ativistas do Ende Gelaende ocuparam a mina de carvão e a termelétrica próxima a ela em Proschim, na Alemanha

Graças a vocês, nunca houve na história um momento melhor para nos libertarmos dos combustíveis fósseis. Vamos aproveitar esse momento com toda a nossa força.

Com gratidão e admiração,

Will e a equipe do Liberte-se na 350 – Daniel, Débora, Duncan, James, Hoda, Matt, Matthew e Thelma